Bellevue
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O QUE ANDAM FALANDO DA GENTE

Revista Construcao SA - Junho 2013

Assistir ao pôr-do-sol refletido no mar de Florianópolis, em plena segunda-feira, não é mais privilégio apenas dos atletas da Beira-Mar Norte. Da sala de trabalho, quando se aproxima o final do expediente, também é possível contemplar o reflexo do sol na água enquanto ele se põe entre as montanhas. A ideia é de uma empresa de tecnologia da informação sediada numa cobertura do bairro Itacorubi, que resolveu apostar na vista externa do escritório como fator motivacional. "É uma cena de cinema. Um dos sócios me falou que a sala comercial tem seu valor, mas que a vista para o mar e o pôr-do-sol não tem dinheiro que pague", revela Alexandre Luiz Savi, Diretor Geral da Catalusa Engenharia, responsável pela execução da obra.

A paisagem pode ser observada graças ao projeto de arquitetura, que prioriza as janelas ao invés das paredes de concreto. Quem está do lado de fora não imagina o impacto que a transparência causa num ambiente de trabalho. Contudo, funcionários que têm à disposição janelas com um visual agradável tendem a se tornar ainda mais comprometidos com a empresa. "Trabalhar num ambiente em que você vê o pôr-do-sol todos os dias, aquele reflexo no espelho da água no mar, dá uma sensação de felicidade tão grande que você acaba produzindo mais, vai mais feliz pra empresa", garante Alexandre.

Esse não é o único exemplo de empreendimento que aposta nas janelas como motivação profissional. Na Lagoa da Conceição, outra empresa de TI contratou os serviços da Catalusa para tornar o ambiente mais ameno aos colaboradores. As paredes rídigas que caracterizavam o imóvel sofreram diversas alterações que apostaram na vista externa da construção. "Fizemos uma série de cortes em estruturas metálicas para colocar janelas, assim o pessoal tem acesso visual à área verde da Lagoa. À noite, tem aquela iluminação aconchegante, o movimento dos carros na rua, é muito gostoso", explica Alexandre.

Um estudo publicado no Canadá há 20 anos já alertava para essa tendência. Em 1993, os professores iranianos Mohamed Bouberki e Fariborz Haghighat pesquisaram 102 funcionários de um mesmo escritório e concluíram que o nível de satisfação daqueles que trabalhavam próximos a janelas é consideravelmente superior ao dos que atuavam em ambientes fechados. Os entrevistados elegeram notas de 1 a 7 para diversos quesitos que avaliavam seu nível de contentamento com o ambiente profissional. Nas questões mais importantes, os colaboradores de salas com janelas deram nota média de 5,80 para iluminação, 5,78 para vista e 4,32 para privacidade, enquanto os os outros ponderaram em 3,18, 3,28 e 2,24 respectivamente.

Entretanto, o visual externo é apenas um dos diversos aspectos diferenciados que as janelas podem oferecer a ambientes comerciais e residenciais. Se as esquadrias forem fabricadas em PVC, é possível também gerar isolamento térmico e acústico no recinto. O material possui propriedades que – aliadas a borrachas de vedação, ferragens adequadas e a utilização de vidros duplos – podem resultar em níveis de atenuação acústica de até 45 dB e poupar um máximo de 75% de energia no uso de condicionadores de ar.

Atualmente, as esquadrias de PVC representam apenas 6% de todo o mercado nacional, segundo dados de 2012 da Associação Brasileira dos Fabricantes de Perfis de PVC para a Construção Civil (AFAP-PVC). Contudo, o setor tem crescido 20% ao ano e a expectativa é de manter o percentual em 2013. Quem está aproveitando o embalo do mercado é a Bellevue, de Blumenau, pioneira na fabricação de esquadrias de PVC no Brasil. Fundada em 1995, a empresa é parceira da multinacional alemã Veka, maior fabricante de perfis de PVC do mundo. Os catarinenses aproveitam a versatilidade do PVC para executar projetos dos mais variados tamanhos, baseados na necessidade do cliente. De acordo com João Augusto Blank, representante comercial da empresa, a tendência atual da construção apresenta vãos cada vez maiores, principalmente em empreendimentos de alto padrão, que possuem maior área construída.

Contudo, é necessário que o consumidor faça um estudo correto ao formular projetos de janelas e portas para grandes vãos, conforme exemplifica João. "Um cliente queria um vão de 10 metros, mas só pretendia utilizar três folhas de correr. É um caso que, tecnicamente, não poderia ser feito porque não há chapas de vidro que aten

dem essa dimensão. Além disso, ficaria muito pesado". A solução encontrada pela Bellevue foi instalar uma porta elevadora com a chapa de vidro tipo jumbo, que possui medidas de tamanho superior. A porta elevadora é um sistema acionado por uma maçaneta que levanta a folha em alguns centímetros, permitindo que ela possa se movimentar lateralmente. É um processo manual e bastante simples, feito na própria ferragem. "O projeto ideal para grandes vãos consiste em aumentar o número de folhas ou instalar a porta elevadora", enfatiza o representante.

Vale a pena ressaltar que os grandes vãos possuem a desvantagem de reduzir consideravelmente a privacidade dos ambientes residenciais. "Uma das soluções mais indicadas para esse problema é a instalação persianas do tipo painel, que possuem longo alcance e permitem sua utilização em recintos caracterizados pelo pé-direito duplo", ensina o empresário Carlos Machado, proprietário de uma revenda exclusiva da Persol em Florianópolis. Além disso, as persianas podem ser instaladas com duas até cinco vias de tecido e fornecem as opções de acionamento lateral, em que as folhas deslocam-se para o lado escolhido pelo consumidor, e livre, em que os painéis se recolhem de maneira independente. "É uma opção bem interessante porque dá um efeito estético bonito e é funcional. Também pode ser feita com várias opções de tecidos," argumenta Francieli Cristine Santos, gerente de marketing da Persol Persianas.

Entre os modelos de tecidos citados por Francieli estão as telas solares, que permitem a visibilidade do ambiente externo, controlam o excesso de luminosidade e garantem o sigilo interno. O efeito é garantido por intermédio das propriedades têxteis de transmissão, absorção e reflexão dos raios do sol. Fabricadas em PVC e fibra de vidro, as telas possibilitam fácil manutenção, já que podem ser lavadas e até mesmo utilizadas em recintos onde há maior incidência de umidade, como áreas de serviço, banheiros e cozinhas.

As persianas com tela solar são uma das especialidades da Persol, montadora estabelecida em Caxias do Sul (RS) desde 1993. O portfólio da empresa apresenta 12 linhas de produtos, com ampla variedade de modelos, cores e tecidos. Para garantir a qualidade de suas persianas, a empresa participa de diversos eventos especializados. "Nós visitamos feiras em todo o mundo. As principais feiras de persianas, motorização, toldo... Também acompanhamos bastante o mercado interno e as tendências de cores, para fazer a seleção correta no momento do lançamento", conta Francieli.

De olho no mercado catarinense, a empresa construiu uma filial da sua linha de montagens em São José, região metropolitana de Florianópolis. Antes da instalação da nova fábrica, a Persol já possuía um bom volume de vendas na região oeste do Estado, fator que motivou a aposta no potencial de Santa Catarina. "Estávamos há algum tempo namorando o mercado. Nesse momento já contamos com revendas em Florianópolis, Blumenau e Balneário Camboriú. Além disso, há bastante procura de lojas interessadas em serem revendas. Estamos analisando com cautela, para termos um perfil de clientes bem homogêneo", revela a gerente de marketing Persol, que também possui filiais em Porto Alegre (RS), São Paulo, Jundiaí (SP) e Lauro de Freitas (BA).

O mercado de arquitetura e decoração sofreu mudanças consideráveis ao longo das últimas três décadas. A opinião é do empresário Carlos Machado, da loja da Persol em Florianópolis. Em seus 31 anos de experiência no ramo de decoração, Carlos notou que os clientes estão exigindo cada vez mais modernidade e conforto para o lar. O lojista cita que as persianas ganharam mais cores e modelos e que a motorização foi um mimo que se tornou acessível nos últimos anos. "Antes, para motorizar um produto, praticamente dobrava o investimento", lembra Carlos.

Para garantir a satisfação do cliente, as lojas prestam serviços de consultoria especializados. Carlos Machado possui uma equipe de assessoria que acompanha o consumidor desde o início do projeto. O serviço auxilia na solução de dúvidas e faz a previsão de como ficará o ambiente. Atualmente, contudo, a maior parte dos clientes prefere executar os projetos por intermédio de um decorador ou um arquiteto – outra mudança crucial registrada pelo mercado. "Quando eu comecei, a própria dona da casa escolhia os produtos. Depois da febre de mostras de decoração, os consumidores começaram a contratar arquitetos. Hoje, poucos fazem projetos sem a presença de um profissional", esclarece o lojista.







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